A Justiça determinou que Vale continue pagando o auxílio aos moradores de Barão de Cocais

A Justiça determinou, na segunda-feira (26), que a Vale pague, por mais um ano, o auxílio emergencial a moradores de Barão de Cocais, que fica na Região Central de Minas Gerais. Os moradores tiveram que sair de suas casas por causa do risco de rompimento da barragem Sul Superior, da mina de Gongo Soco.

Segundo o juiz Luís Henrique Guimarães de Oliveira, após esse período será possível fazer uma nova reavaliação dos fatos e também da situação.

Já de acordo com o Ministério Público Federal (MPF), em junho do ano passado, a mineradora se comprometeu a pagar um auxílio mensal a 492 pessoas que foram realocadas.

No entanto, em setembro deste ano, a empresa Vale pediu a interrupção do pagamento, que foi negado pela Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e também pelo MPF, que chegaram a tentar um novo acordo, mas que não aconteceu, por falta de consenso. Sendo assim, o juiz determinou que a empresa continue pagando o auxílio às famílias.

Na decisão, o magistrado considerou que a barragem Sul Superior está em nível 3 de emergência, considerado o mais alto, e que a Vale tem capacidade para desenvolver e expandir as operações.
Ainda de acordo com o juiz, a mineradora tem que pagar um salário mínimo a cada adulto, meio salário mínimo a cada adolescente e um quarto de salário mínimo a cada criança, além do pagamento do valor de uma cesta básica a cada família.

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